Esse é um tema muito controverso a respeito do funcionamento, principalmente microscópico, do metal das palhetas.

Tem gente que acredita que tocar a gaita de modo gentil no início tem um efeito na vida útil das palhetas. Até hoje, eu não vi uma explicação ou evidência convincentes disso. Eu não amacio as minhas gaitas.

Vou colocar alguns textos aqui, mais especificamente do Alex Bubel e do Gaspar que eu acho que têm bons pontos. Mas em ambos os casos eu, pessoalmente, tenho minhas ressalvas. Inclusive porque eu tenho a impressão de que cada um está falando de um tipo diferente de amaciamento.

Só um ponto que eu quero chamar a atenção é que muitos tipos de marcas de afinação perto da base da palheta (junto ao rebite) causam concentração de tensões, o que diminui a vida útil da palheta. Então, se amaciar é diminuir o efeito dessas marcas, aí sim estamos falando de algo comprovado e entendido.

Tirem suas próprias conclusões dos textos.
Bresslau, 25/12/2002


Olá amigos do sopro, (não sei de quem é esta pergunta, mas iniciou a discussão)

Sou iniciante na gaita (uns 2 meses). Tenho, quer dizer, tinha uma Super 20 da Hering. Minha primeira tentativa de fazer alguma coisa na gaita foi abaixar as palhetas para produzir overbends. Até q deu certo, ficou \\\"menos difícil\\\" de conseguir, o problema é que todas as palhetas que eu experimentei abaixar a altura, abaixaram também o tom, assim, tive que lixar as pontas para voltar ao tom normal. Sempre acontece de abaixar o tom quando se abaixa as palhetas ou estou fazendo isso da maneira errada?
Outra coisa que eu queria saber é se os modelos mais baratos da Hering têm mesmo mais facilidade de desafinar que os modelos mais caros, pois minha Super 20 desafinou em 1 mes (que, pelo que eu ando lendo na lista, é normal com iniciantes). Uma Black Blues seria mais \\\"resistente\\\" e duraria mais nas minhas mãos que uma Super 20 ou Free Blues? Tenho \\\"medo\\\" de pagar 40 ou 50 reais em uma gaita de qualidade para desafiná-la logo em seguida...
Ficaria grato se alguém me respondesse, obrigado pela atenção.


From: AlexM44
To: gaita-l@grupos.com.br
Sent: Thursday, November 22, 2001 11:49 PM
Subject: [gaita-l] MAnutenção e Qualidade

Caro Colega,
Que eu tenha experimentado não é comum acontecer de abaixar a ação do palheta e cair o tom.
Mas antes de mais nada uma perguntinha, como você amacia uma gaita nova?
Muito do que tenho visto acontecer de gaitas que desafinam rápido, normalmente é devido ao procedimento incorreto na hora de amaciar a Gaita.
Muitos dos meus alunos tinham este problema, quando a gaita não era propriamente amaciada.
Cada gaitista tem um jeito diferente de tocar, quando a gaita é fabricada a palheta foi rebitada recentemente e nunca vibrou muito, a palheta precisa acomodar-se vibrando. Se logo no início você colocar muita força na palheta, o que pode acontecer é ela sair levemente do lugar o que causa uma desafinação. Para amaciar a gaita, comece tocando devagar, evite bends e principalmente overblows, aos poucos você vai notar que o volume sonoro produzido pela gaita aumenta (dois ou três dias dependendo quanto v. toca). Você vai perceber que a gaita vai se adaptando ao seu jeito de tocar. Nunca empreste a gaita a terceiros, pois isto interfere com o processo.
Depois que a gaita foi devidamente amaciada, você pode colocar mais força sem o perigo de desafinar. Se for realizar qualquer customização ou reafinação, só o faça depois que a gaita estiver devidamente amaciada, pois aí você verá que não serão necessários novos reajustes.
Quanto a gaitas mais baratas desafinarem com mais frequência não é necessariamente verdadeiro, tenho uma Free Blues que anda comigo já a dois anos e o som continua ótimo, vai muito de seu jeito de tocar.
É muito raro de acontecer comigo de gaitas desafinarem. As únicas que realmente tive problemas foram as Honner MS, assim que sairam no mercado a qualidadede era um lixo, espero que tenham melhorado, mas por via das dúvidas nunca mais comprei outra. A Hering deu um salto muito grande de qualidade e disponibilidade de modelos, pessoalmente gosto mais do timbre da free blues aos outros modelos, e não sei se entre a free blues mais barata e as black blues existe diferença de qualidade na montagem, só no caso de serem linhas de montagem e afinação diferentes. A Hering tem uma característica única que é ser a gaita com mais volume sonoro do mundo, quando morei na Europa só Levei as Hering Free Blues e o pessoal queria trocar minhas gaitas usadas por Honners novas...
Um Abraço
Alex Bubel


From: Gaspar Vianna
To: gaita-l@grupos.com.br
Sent: Thursday, November 22, 2001 2:00 AM
Subject: [gaita-l] Re: Manutenção e Qualidade

Salve Alex,

Beleza de texto, apenas alguns comentários, clarificações e opiniões pessoais sobre o assunto que você abordou.

1) É de opinião comum que os Overbends (Oberblows e Overdraws) quando bem executados causam menos fadiga nas palhetas do que os bends. O problema é que normalmente vemos gaitistas empregando mais força do que técnica na realização desta técnica.
2) Se você costumizar uma gaita já amaciada (alteranado o ângulo de ataque da palheta ou sua altura) terá uma boa chance de ter alterado a posição do principal ponto de stress central (equilíbrio) da palheta de forma que terá que amaciar novamente a palheta para que esta passe a vibrar sobre a maior área possível circundante a este novo ponto.
3) Quando você coloca muita força em uma palheta nova você não "tira ela do lugar causando uma desafinação" e sim cria um ponto de stress numa região muito definida (marca a palheta) ao passo que quando vai amaciando a palheta, você irá - em grande parte dos casos - torna-la mais propensa a vibrar sobre uma área maior (desta forma aumentando a durabilidade).
4) Se a palheta tiver sido bemolizada de maneira incorreta (causando um ponto de stress muito deifinido) não tem "amaciante" que resolva. É - infelizmente - relativamente comum encontrar esta forma afinação incorreta em gaitas Hering.
5) O volume sonoro de qualquer modelo Hering de gaita diatônica não chega nem perto do volume sonoro de uma Suzuki Overdrive (estou falando de gaitas tiradas da caixa, sem vedação ou ajuste especial nenhum). Pra falar a verdade ainda tô pra ver uma Hering soar mais alto até do que minha MeisterKlasse que é simplesmente um espetáculo de gaita...
6) A grama do vizinho é sempre a mais verde. Se você vê uma gaita que não vende em seu país terá a tendência de querer trocar um de seus instrumentos facilmente disponíveis por um que você não encontra com facilidade. Isto não quer dizer - de forma nenhuma - que os Europeus achem as gaitas diatônicas da Hering melhores que as Hohner. Eu como ávido colecionador de modelos de gaita seria o primeiro a oferecer uma Hering nova por qualquer gaita diatônica usada de difícil obtenção. Por sinal estou atrás de uma chamada "Fuego Azul" e continuo minha jornada atrás da "Gaita do Cebolinha", devem ser umas bombas - mas eu quero :-)

Um abraço,

Gaspar Vianna


Esse texto está escrito no estilo "Perguntas e respostas", então o texto do Gaspar está repetido aqui, e eu o colocarei mais à direita do texto do Alex. (Bresslau)

From: AlexM44
To: gaita-l@grupos.com.br
Sent: Friday, November 23, 2001 11:01 AM
Subject: [gaita-l] Re- Manutenção e Qualidade

Oi Gaspar,
Tudo que escrevi aqui, vem de experiência pessoal com gaita de alunos que tinha que consertar, vamos aos comentários.

At 02:00 22/11/01 -0200, you wrote:
Salve Alex,

Beleza de texto, apenas alguns comentários, clarificações e opiniões pessoais sobre o assunto que você abordou.

1) É de opinião comum que os Overbends (Oberblows e Overdraws) quando bem executados causam menos fadiga nas palhetas do que os bends. O problema é que normalmente vemos gaitistas empregando mais força do que técnica na realização desta técnica.

1R-Exatamente. Todo iniciante manda uma \"bomba\" na gaita para conseguir um overblow, pois não tem a técnica. Dá até medo da palheta sair voando.

2) Se você costumizar uma gaita já amaciada (alteranado o ângulo de ataque da palheta ou sua altura) terá uma boa chance de ter alterado a posição do principal ponto de stress central (equilíbrio) da palheta de forma que terá que amaciar novamente a palheta para que esta passe a vibrar sobre a maior área possível circundante a este novo ponto.

2R- Quando v. amacia a gaita, o metal acostuma-se a vibrar e não sei o porquê, mas a palheta fica mais suceptível à customização ou seja: quando v. customiza a gaita nova, você acaba tendo que abrir ela novamente várias vezes para acertar pequenas modificações que ocorrem. Depois que eu ajusto uma gaita amaciada, nunca precisei reajusta-la.

3) Quando você coloca muita força em uma palheta nova você não \"tira ela do lugar causando uma desafinação\" e sim cria um ponto de stress numa região muito definida (marca a palheta) ao passo que quando vai amaciando a palheta, você irá - em grande parte dos casos - torna-la mais propensa a vibrar sobre uma área maior (desta forma aumentando a durabilidade).

3R- Já vi muitas palhetas de gaita sairem do lugar por excesso de força no amaciamento, principalmente as odiáveis MS. Normalmente uma gota de Cianocrilato [Super Bonder] resolve o problema em uma gaita nova. Quando a palheta fica marcada visivelmente, está a um passo do processo de cair meio tom, ser reafinada e quebrar. Concordo que um amaciamento cuidadoso, melhora as características de vibração da palheta permitindo que a liga metálica vibre de maneira mais regular sem apresentar um ponto único de fadiga.

4) Se a palheta tiver sido bemolizada de maneira incorreta (causando um ponto de stress muito deifinido) não tem \"amaciante\" que resolva. É - infelizmente - relativamente comum encontrar esta forma afinação incorreta em gaitas Hering.

4R- Ai acho que os técnicos da hering que afinam as gaitas teriam que saber que se a gaita já perdeu meio tom, subir a afinação fragiliza as palhetas. Você encontrou gaitas novas da Hering com sinal de que foram afinadas no meio da palheta?

[Nota do Bresslau: O Gaspar estava falando de abaixar meio tom, e não aumentar. Inclusive porque, aumentar o tom da palheta tirando material de sua ponta não fragliza a base, que é onde temos risco de quebra da palheta.]

5) O volume sonoro de qualquer modelo Hering de gaita diatônica não chega nem perto do volume sonoro de uma Suzuki Overdrive (estou falando de gaitas tiradas da caixa, sem vedação ou ajuste especial nenhum). Pra falar a verdade ainda tô pra ver uma Hering soar mais alto até do que minha MeisterKlasse que é simplesmente um espetáculo de gaita...

5R- A Suzuki overdrive ainda não conheço, mas já tive duas a hammond(nunca entendi porquê este nome) e a prateada com corpo de alumínio (acho que era promaster), não chegam nem perto da minha free blues. A meisterklasse ainda tenho umas aqui e não tem comparação, tem um som pequenininho. Não costumo forçar a gaita para tocar, desta maneira a palheta de metal mais rígido da Hering produz um som bem maior.

6) A grama do vizinho é sempre a mais verde. Se você vê uma gaita que não vende em seu país terá a tendência de querer trocar um de seus instrumentos facilmente disponíveis por um que você não encontra com facilidade. Isto não quer dizer - de forma nenhuma - que os Europeus achem as gaitas diatônicas da Hering melhores que as Hohner. Eu como ávido colecionador de modelos de gaita seria o primeiro a oferecer uma Hering nova por qualquer gaita diatônica usada de difícil obtenção. Por sinal estou atrás de uma chamada \"Fuego Azul\" e continuo minha jornada atrás da \"Gaita do Cebolinha\", devem ser umas bombas - mas eu quero :-)

6R- Concordo que a grama do vizinho é sempre a mais verde e muita gente na Europa mete o pau na Honner, pois a qualidade das gaitas tem caído. Acho difícil uma gaita ser considerada simplesmente melhor, pois a maior diferença é a qualidade do timbre, e a Hering Free Blues tem um timbre aberto rasgado e muito volume sonoro, uma espécie de marine band \"overdrive\". Perfeita para um Blues \"Podre\".

Espero que vá neste encontro no dia 15 para podermos conversar, a propósito onde vai ser o encontro? Será que vai ter um canto para rolar Jam? Podiamos agitar uma \"Open Jam\" enquanto o encontro durar...
Um Grande Abraço
Alex


Nesse caso a mensagem do Bubel vai aparecer mais deslocada para a direita.

From: "Gaspar Vianna"
To: <gaita-l@grupos.com.br>
Sent: Friday, November 23, 2001 12:29 PM
Subject: [gaita-l] Re: Re- Manutenção e Qualidade

Hey Alex,

Nada como ter alguém com sua experiência entre nós :-)

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>> 1) É de opinião comum que os Overbends (Oberblows e Overdraws) quando bem executados causam menos fadiga nas palhetas do que os bends. O problema é que normalmente vemos gaitistas empregando mais força do que técnica na realização desta técnica.

1R-Exatamente todo iniciante manda uma \"bomba\" na gaita para conseguir um
overblow, pois não tem a técnica. Dá até medo da palheta sair voando.

1RR - [risos] - Já vi iniciante na técnica desafinar gaita em questão de minutos fazendo isso :-)


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>> 2) Se você costumizar uma gaita já amaciada (alteranado o ângulo de ataque da palheta ou sua altura) terá uma boa chance de ter alterado a posição do principal ponto de stress central (equilíbrio) da palheta de forma que terá que amaciar novamente a palheta para que esta passe a vibrar sobre a maior área possível circundante a este novo ponto.

>2R- Quando v. amacia a gaita, o metal acostuma-se a vibrar e não sei o porquê, mas a palheta fica mais suceptível à customização ou seja: quando v. customiza a gaita nova, você acaba tendo que abrir ela novamente várias vezes para acertar pequenas modificações que ocorrem. Depois que eu ajusto uma gaita amaciada, nunca precisei reajusta-la.

2RR - Dica: Após ajustar, faça o "plinckering" algumas vezes na palheta de forma razoavelmente vigorosa (como você tem experiência no ramo não me incomodo de sugerir este vigor). Esta técnica consiste em você levantar a palheta com uma lâmina fina para ela fazer "plinck". Isto ajuda a acomodar a palheta e evita que você fique tendo refazer o trabalho.

[Nota do Bresslau: eu prefiro usar o termo "plinking" para esse verbo em inglês.

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>3) Quando você coloca muita força em uma palheta nova você não \"tira ela do lugar causando uma desafinação\" e sim cria um ponto de stress numa região muito definida (marca a palheta) ao passo que quando vai amaciando a palheta, você irá - em grande parte dos casos - torna-la mais propensa a vibrar sobre uma área maior (desta forma aumentando a durabilidade).

>3R- Já vi muitas palhetas de gaita sairem do lugar por excesso de força no amaciamento, principalmente as odiáveis MS. Normalmente uma gota de Cianocrilato resolve o problema em uma gaita nova. Quando a palheta fica marcada visivelmente, está a um passo do processo de cair meio tom, ser reafinada e quebrar. Concordo que um amaciamento cuidadoso, melhora as características de vibração da palheta permitindo que a liga metálica vibre de maneira mais regular sem apresentar um ponto único de fadiga.

3RR - Bem continuo da opinião que se ela saiu do lugar foi porquê foi mal fixada e iria sair do lugar com ou sem amaciamento.

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>4) Se a palheta tiver sido bemolizada de maneira incorreta (causando um ponto de stress muito deifinido) não tem \"amaciante\" que resolva. É - infelizmente - relativamente comum encontrar esta forma afinação incorreta em gaitas Hering.

>4R- Ai acho que os técnicos da hering que afinam as gaitas teriam que saber que se a gaita já perdeu meio tom, subir a afinação fragiliza as palhetas. Você encontrou gaitas novas da Hering com sinal de que foram afinadas no meio da palheta?

4RR - Já encontrei várias gaitas novas da Hering que foram afinadas de maneira a parecer que um Velociraptor o tenha feito com suas afiadas garras na base da palheta. Tenho várias em casa, minhas e de alunos.

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>5) O volume sonoro de qualquer modelo Hering de gaita diatônica não chega nem perto do volume sonoro de uma Suzuki Overdrive (estou falando de gaitas tiradas da caixa, sem vedação ou ajuste especial nenhum). Pra falar a verdade ainda tô pra ver uma Hering soar mais alto até do que minha MeisterKlasse que é simplesmente um espetáculo de gaita...

>5R- A Suzuki overdrive ainda não conheço, mas já tive duas a hammond (nunca entendi porquê este nome) e a prateada com corpo de alumínio (acho que era promaster), não chegam nem perto da minha free blues. A meisterklasse ainda tenho umas aqui e não tem comparação, tem um som pequenininho. Não costumo forçar a gaita para tocar, desta maneira a palheta de metal mais rígido da Hering produz um som bem maior.

5RR - Bem, a minha MeisterKlasse chega até a competir com a Overdrive. As Hering ficam (muito) atrás. Pra falar a verdade uma gaita MS bem ajustada (calma, não vomite no teclado) também fala mais alto e claro na minha opinião.
Enfim, como as gaitas variam um bocado acredito que as experiências com elas também costumam ter este alto grau de variação. As suzuki ProMaster não "falam" muito alto, mas considero as mais novas (a primeira leva era
mal acabada) belas e duráveis gaitas a um preço bem razoável lá fora.

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>6) A grama do vizinho é sempre a mais verde. Se você vê uma gaita que não vende em seu país terá a tendência de querer trocar um de seus instrumentos facilmente disponíveis por um que você não encontra com facilidade. Isto não quer dizer - de forma nenhuma - que os Europeus achem as gaitas diatônicas da Hering melhores que as Hohner. Eu como ávido colecionador de modelos de gaita seria o primeiro a oferecer uma Hering nova por qualquer gaita diatônica usada de difícil obtenção. Por sinal estou atrás de uma chamada \"Fuego Azul\" e continuo minha jornada atrás da \"Gaita do Cebolinha\", devem ser umas bombas - mas eu quero :-)

>6R- Concordo que a grama do vizinho é sempre a mais verde e muita gente na Europa mete o pau na Honner, pois a qualidade das gaitas tem caido. Acho difícil uma gaita ser considerada simplesmente melhor, pois a maior diferença é a qualidade do timbre, e a Hering Free Blues tem um timbre aberto rasgado e muito volume sonoro, uma espécie de marine band \"overdrive\". Perfeita para um Blues \"Podre\".

6RR - Realmente o que é melhor para um pode ser a pior coisa do mundo para outro (pobres costumizadores). Quanto ao timbre das Hering "baratinhas" (Free Blues, Super 20, Master Blues) também vem a ser o meu preferido como bom fã das Marine Band bem ajustadas. Falta apenas serem duráveis.

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>Espero que vá neste encontro no dia 15 para podermos conversar, a propósito onde vai ser o encontro? Será que vai ter um canto para rolar Jam? Podiamos agitar uma \"Open Jam\" enquanto o encontro durar...

Acho muito difícil que eu vá a Sampa. Pretendo ir a BH no encontro do dia 08 de Dezembro. Lá garanto que teremos uma Open Jam e a informalidade e descontração já características dos encontros naquela cidade. Vamos estar lançando e festejando segundo CD da lista. De São Paulo vai uma turma grande e aqui do Rio também. Certamente vai ser uma festa e tanto.

[[]]'s !!

Gaspar Vianna


From: AlexM44
To: gaita-l@grupos.com.br
Sent: Saturday, November 24, 2001 1:02 AM
Subject: [gaita-l] MAnutenção e Qualidade

2RR - Dica: Após ajustar, faça o \"plinckering\" algumas vezes na palheta de forma razoavelmente vigorosa (como você tem experiência no ramo não me incomodo de sugerir este vigor). Esta técnica consiste em você levantar a palheta com uma lâmina fina para ela fazer \"plinck\". Isto ajuda a acomodar a palheta e evita que você fique tendo refazer o trabalho.


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2rrr-Boa dica, não conhecia, vou tentar.
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3RR - Bem continuo da opinião que se ela saiu do lugar foi porquê foi mal fixada e iria sair do lugar com ou sem amaciamento.

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3rrr- Isto só acontecia com os meus alunos que não tinham paciência para amaciar a gaita, com os outros nunca aconteceu, por isto penso que era problema no amaciamento. E a amostra é grande.
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4RR - Já encontrei várias gaitas novas da Hering que foram afinadas de maneira a parecer que um Velociraptor o tenha feito com suas afiadas garras na base da palheta. Tenho várias em casa, minhas e de alunos.

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4rrr- Isto tem que ser comunicado à Hering, pois pode ser uma falha básica de seus técnicos que podem não entender que este procedimento compromete a qualidade do instrumento.
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Acho muito difícil que eu vá a Sampa. Pretendo ir a BH no encontro do dia 08 de Dezembro. Lá garanto que teremos uma Open Jam e a informalidade e descontração já características dos encontros naquela cidade. Vamos estar lançando e festejando segundo CD da lista. De São Paulo vai uma turma grande e aqui do Rio também. Certamente vai ser uma festa e tanto.

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É uma pena que eu não possa ir a BH, acho que vai ser muito divertido, gostaria de te ver tocar. Vou ver com alguêm o que vai rolar no Encontro de Sampa, quem sabe se ainda não tiver dá para organizar uma open jam...
Um Grande Abraço
Alex Bubel

[Nota do Bresslau: O Alex foi sim ao encontro em São Paulo e foi um prazer conhecê-lo.]

 

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